:: Coligações Partidárias :: 24/08/2007

Muito se comenta a respeito das coligações partidárias, como sendo uma simples acomodação de pessoas em cargos, o legítimo empreguismo do setor público. Na verdade a coisa é muito simples e um pouco diferente do que se fala ou pensa. Um partido político é uma agremiação com um projeto de governo, que visa o crescimento da nação como um todo. Para que isso seja possível, o partido precisa estar no poder, com poder de decisão e caneta na mão. Nem sempre isso é possível e quando os partidos vêem uma possibilidade de ficar fora do contexto procuram fazer coligações com outras agremiações, geralmente que tenham afinidade com suas opiniões políticas. Destas coligações surge então uma oportunidade de os partidos terem alguns cargos na administração pública, que possibilita que mesmo não sendo o partido cabeça de chapa, consiga impor em alguns momentos sua linha de pensamento. Posto isso, vamos ao que aconteceu no pleito de 2006. A ampla coligação com alguns dos maiores partidos do estado, chamada de tríplice aliança, que levou o então Governador Luiz Henrique da Silveira a ocupar novamente o posto por mais 4 anos, teve sua situação política definida e as posições dos partidos coligados também definidas, isso amplamente publicado na mídia estadual, com percentuais de cada partido na partilha de poder. Infelizmente, assim como existem pessoas que lembram que para chegar ao poder foram necessários esforços de todos, há os que esqueceram disso e partiram para ataques de todos os lados desestabilizando a harmonia da coligação. A palavra do governador foi de que, uma vez definidas as indicações pelos presidentes dos partidos em cada região, esta decisão seria respeitada e não seria contestada. Que engano. Dentro do próprio partido do governador houveram punhaladas a pessoas da mais alta postura ética e justamente por gente de dentro do próprio partido. Gente que vêm desestabilizando todo um trabalho de coligação. Gente que esqueceu por alguns momentos, que eleições existem a cada 2 anos e que coligações serão necessárias se quiserem manter o comando político do estado e dos municípios. E agora? Como ficará o futuro das coligações? Acho eu que em nova eleição, tudo recomeça, uma vez que a última não foi respeitada, como confiar num parceiro deste naipe? É como um namoro onde houve uma traição, nunca mais se adquire confiança. Pode-se até deixar passar, mas esquecer, nunca. É um impasse o que se tem pela frente em termos políticos. A possibilidade de uma reedição da tríplice aliança, dependerá muito da condução da coligação estadual que ainda não se concretizou completamente. Quem está perdendo com isso? Os partidos da coligação? Não, na verdade quem está perdendo é a população, que paga a conta e que não consegue ver os resultados práticos de toda esta situação. Não estou falando aqui em nome do partido que pertenço e sim dando minha opinião pessoal, até porque não tenho autoridade delegada para falar em nome do partido, mas sei que minha opinião é compartilhada por muitos companheiros. E quanto ao namoro iniciado em 2006? Bom isso dependerá muito de condução como disse acima e do respeito ao que foi definido no início do namoro. Esperaremos para ver o que acontecerá.

Paulo Ricardo Silva Todeschini

Empresário, comunicador
paulo@cialiberdade.com.br

 

 

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