Em
outro artigo escrito dias atrás eu
falava sobre as coligações
partidárias, e seus compromissos.
Assim como um casamento, as coligações
podem resultar infrutíferas. Num
casamento, quando as coisas não funcionam
direito, quando um dos lados age pensando
somente em si, no seu prazer, geralmente
o casamento acaba. Uma coligação
funciona mais ou menos da mesma forma. Quando
um ou mais dos coligados pensam somente
em si, sem lembrar dos esforços de
todos visando um resultado favorável,
as coisas tendem a romper. A tríplice
aliança, realizada em SC que levou
o então prefeito de Lages ao post
de Senador da república e mesmo que
levou o Sr Luiz Henrique da Silveira a retornar
ao posto de mandatário maior do estado,
em Lages está por um fio. O PSDB,
partido ao qual sou filiado e milito porque
acredito nas propostas firmes, referentes
a uma posição democrática
e com justiça social, foi ignorado
pelos parceiros citados acima. Dividiram
o bolo e o PSDB que tinha 24% do governo,
em Lages, tem somente 1 gerência.
Triste, sim triste, porque ninguém
foi lembrado após a eleição.
Parece que acabaram as eleições
no estado e o que aconteceu no estado em
2006, nunca mais precisará se repetir.
Quanto engano. O PSDB, que foi relegado
a terceiro plano em Lages, tem 8 minutos
de horário de TV para as eleições
municipais. O que será que acontecerá?
Será que seremos lembrados? Pois
na minha opinião, o partido deveria
se retirar da aliança na cidade e
lançar para o próximo pleito,
candidato próprio e ir até
o fim. Lutar para levar como cabeça
de chapa, ou mesmo com chapa pura, as diretrizes
estatutárias. Lutar para que Lages
tenha enfim uma justiça social. Lutar
para o desenvolvimento de nosso povo. Lutar
para que mais empregos sejam gerados em
nossa cidade. Lutar visando o acesso a moradias
por toda a população. Lutar
para que enfim, haja mais equilíbrio
na vida dos lageanos, retirando das ruas
pessoas, menores ou maiores abandonados.
Talvez eu esteja sonhando e isso não
seja possível, mas....alguém
tem que acreditar que possa melhora algo,
senão seremos eternos coligados,
com gente que não quer melhorar nada
a não ser seu próprio bem
estar. A opção é nossa,
a hora é esta. Mais uma vez esclareço
que, não estou falando aqui em nome
do partido que pertenço e sim dando
minha opinião pessoal, até
porque não tenho autoridade delegada
para falar em nome do partido, mas sei que
minha opinião é compartilhada
por muitos companheiros.
Paulo
Ricardo Silva Todeschini
Empresário, comunicador
paulo@cialiberdade.com.br