:: Manutenção da Moto :: 26/03/2010

LUBRIFICAÇÃO DA CORRENTE: Todas as marcas recomendam que a cada 500 km você lubrifique a corrente, isso evita o desgaste excessivo apesar de sujar
bastante a roda traseira, mas é mais barato limpar a moto toda semana que
trocar um conjunto de relação que pode chegar a US$ 700,00 em algumas motos
importadas. O lubrificante mais recomendado é óleo 90 (altamente viscoso) alguns preferem graxa náutica que é branca e não sai com água. Felizes os que têm eixo cardam!

CALIBRAGEM DOS PNEUS: Manter a calibragem dos pneus correta pode fazer a diferença entre estar em condições de fazer uma curva ou "seguir reto". As
motos com pneus entre 170 a 190 (traseiro) quando usadas sem garupa devem usar de 38 a 40 libras (pneu quente).

OBS: O pneu quando aquece pode por dilatação do ar, aumentar a calibragem em até 8 libras, isto significa que um pneu calibrado frio e usado em condições
quentes como uma viajem com mais de 45 minutos a uma temperatura ambiente de 20° C pode chegar a 48 libras, deixando seu pneu muito duro, perdendo sua aderência quando você mais precisa, nas curvas. Já o dianteiro deve usar 4
libras a menos que o traseiro, pois seu volume cúbico é menor. Se você
preferir utilize Nitrogênio para calibrar, pois ele tem um ponto de dilatação mais elevado e isto mantém mais estável a calibragem. Resumindo, quando você for andar na cidade, calibre no máximo, mas quando for para estrada, lembre de acertar sua calibragem para menos, mantendo a melhor performance dos seus pneus.

TROCA DOS PNEUS: Quando você for trocar um pneu tenha alguns cuidados
básicos: Procure sempre trocar em máquina de montagem, especialmente se for rodas raiadas. Após a troca lembre que todo pneu vem de fábrica com uma
camada de cera bastante escorregadia e tracionar ou forçar uma curva é tombo
certo! Mas como evitar isso? Se for pneu dianteiro, use uma lixa grossa de
qualquer tipo e passe em toda banda de rodagem; Se for traseiro, vá até uma
área de areia ou cascalho fino e dê uma patinada com no mínimo duas voltas
no pneu e estará limpo, a areia funcionará como lixa. Quando trocar?
Geralmente os pneus originais agüentam em torno de 10.000 km nas esportivas
e 12.000 km nas custons, mas independente disso se você perceber que os pneus estão quase sem friso na faixa central, não hesite, troque-os. Outra maneira é se caso você começar a perceber que a moto está um pouco instável especialmente em curvas, examine primeiro a calibragem, se estiver correta, então desconfie do desgaste dos pneus. Como escolher o pneu certo? Há vários tipos de pneus, alguns mais duros que duram mais e são menos eficazes quando usados no limite e outros mais macios que duram menos, mas que são "verdadeiros chicletes" no asfalto. Pense em como você usa sua moto e faça a escolha certa.

PARAFUSOS EM GERAL: Sempre que lembrar, dê uma geral nos parafusos de
carenagem, rodas, suportes, etc. A alta vibração provocada tanto pelo motor
quanto pelo tipo de calçamento afrouxam sistematicamente os parafusos, portanto não deixe de manter sua moto sempre justa.

ÓLEO LUBRIFICANTE: Todas as fábricas não recomendam o uso de óleos
sintéticos, pois você acaba só completando e raramente troca. Uma manutenção ideal é aquela em que você troca de óleo a cada 3.000 km e filtro a cada 6.000 km. As motos que andam em alto giro, quebram mais rapidamente as
moléculas do óleo e por isso ele afina rápido, tornando necessário sua
substituição. (entenda-se giro alto como 6.000 a 14.500 rpm). O mais
recomendado para altos giros é o 20/40 e nas motos que andam com giro mais
baixo pode-se usar até o 20/50 o mesmo usado nos carros em geral. Controle
sempre o nível do óleo e acompanhe o "som do motor" ele revela muita coisa
para você, as vezes você percebe o nível baixo do óleo pelo barulho
excessivo das engrenagens, algo distinto do que você acostumou a ouvir.

GASOLINA NO TANQUE: Os mecânicos de competição no Brasil, recomendam que se use gasolina comum a maior parte do tempo, não adianta usar gasolinas
especiais com maior octanagem, pois o rendimento na cidade e na estrada é
imperceptível. O aconselhável é usar de vez em quando na estrada um ou dois
tanques de gasolina aditivada para descarbonizar o motor e limpar as partes
móveis. Manter o tanque sempre cheio evita que se formem gotículas na parte
superior do tanque. Essas gotículas quando permanecem por muito tempo,
tendem a formar ferrugem no tanque provocando oxidação das partes móveis de bomba, carburador, etc. Por isso, mantenha sempre o tanque o mais cheio
possível o que evita também que a bomba receba sujeira ou água. Já que a
água é mais pesada que a gasolina, ela sedimenta no fundo do tanque e quando
você anda muito na reserva, ela vai para o motor e começa aquela sessão
falha tudo!

BATERIA: Examine pelo menos uma vez a cada seis meses o nível da água da
bateria, mas se caso sua bateria começar a dar sinal de vida, isto é, o farol enfraquece em marcha lenta, pisca junto com a sinaleira ou acende
quando você acelera, pode procurar um posto e completar o nível da solução.
Caso nada disso funcione, procure a loja mais próxima e troque-a, pois essas
motos sem pedal de arranque são pesadas para empurrar mais de uma vez!

OBS: Se você for viajar e deixar a moto muitos dias sem ligar, desligue o polo (-) negativo da bateria por segurança e por precaução contra uma possível descarga da bateria.

MOTO NO DESCANSO CENTRAL: As motos com motor em linha, (cilindros um ao lado do outro) que tem carburadores um ao lado do outro devem preferencialmente ficar no descanso central. Essa medida serve para manter a equalização dos carburadores, pois quando a moto está no descanso lateral, por gravidade, os carburadores ficam com níveis variados de combustível facilitando a perda da equalização, responsável pelo funcionamento equilibrado de todos os cilindros. Caso a sua moto for ficar mais de três ou quatro dias sem funcionar, opte por usar o cavalete central, nos casos de esportivas que não possuem este, compre um cavalete de oficina que suspende a roda traseira.

CAPA DA MOTO: JAMAIS COLOQUE A CAPA QUANDO A MOTO ESTIVER COM O MOTOR AINDA QUENTE! Além do risco de incêndio por tocar partes super aquecidas, ainda há o fato da capa fazer a moto suar, e com o tempo oxidar partes metálicas.

Enviado pelo Dr Sérgio, integrante do GM Raditão de Lages/SC

sergiosan@uniplac.net

 

 

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