:: Ser Crítico, que ótimo :: 15.10.2010

Como é bom poder criticar tudo e todos, sem que para isso tenhamos que provar nada. Poder dizer o quanto aquela pessoa está errada em fazer aquilo daquela forma, que seria melhor que ele(a) fizesse aquilo de outra forma, talvez até da forma que nós faríamos se por acaso fizéssemos alguma coisa. Você que está lendo isso deve estar pensando que eu enlouqueci, ou que não estou dizendo coisa com coisa, mas não é bem assim. Estou me referindo à pessoas que passam a vida a criticar os outros. E geralmente os maiores críticos são aqueles que não fazem nada. Certa vez eu li um texto no programa Cia Liberdade, que dizia que todo mundo tem um tio rico que é duramente criticado por aquele outro tio, fracassado que fica nos almoços de domingo, falando o quanto o primeiro é burro e como ele, o crítico, faria se um dia fizesse alguma coisa. Mas não são somente os críticos domingueiros ou familiares que tem esta característica. Os melhores críticos políticos nunca foram candidatos a nada. Os melhores críticos esportivos, muitas vezes nunca praticaram esportes, mas eles sabem de tudo. Quantas vezes ouvimos comentaristas esportivos, dando as dicas para que o técnico do time tenha sucesso e são fórmulas tão simples, que só o burro do técnico não vê, mas eles não se tornam técnicos nunca apesar de saberem tudo sobre aquele esporte. É, é fácil ser crítico, fazer alguma coisa, aí já são outros quinhentos. Alguém planta uma árvore e tem outro alguém para dizer que ali não é o melhor lugar, que aquela espécie não é indicada para o local. Ah os críticos, implacáveis do alto de sua prepotência, nunca se dão ao trabalho de analisar o quanto foi difícil chegar até ali, isso parece não importar, o que importa é que quem fez algo, não viu o óbvio, que estava bem na cara e fez errado. O dia que os críticos começarem a fazer alguma coisa, talvez suas críticas tenham mais conteúdo, sejam mais profundas e talvez ainda elas não venham em forma de críticas e sim de sugestões, o que é diferente. Sugerir... e antes que a coisa seja feita, pois assim pode fazer a diferença, mas crítico que é crítico nunca diz nada antes, até porque a coisa pode dar certo, então ele, pacientemente, como um predador à espreita de sua presa, aguarda o resultado, para somente após... dar sua preciosa opinião. Triste não??? Muitos que estão lendo este texto, podem estar pensando, mas o Paulo está criticando quem critica, está sendo igual. Pode ser, mas eu não podia deixar de fazer este desabafo.

Paulo Ricardo Silva Todeschini
Empresário, comunicador
paulo@cialiberdade.com.br

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