Como
é bom poder criticar tudo e todos,
sem que para isso tenhamos que provar nada.
Poder dizer o quanto aquela pessoa está
errada em fazer aquilo daquela forma, que
seria melhor que ele(a) fizesse aquilo de
outra forma, talvez até da forma
que nós faríamos se por acaso
fizéssemos alguma coisa. Você
que está lendo isso deve estar pensando
que eu enlouqueci, ou que não estou
dizendo coisa com coisa, mas não
é bem assim. Estou me referindo à
pessoas que passam a vida a criticar os
outros. E geralmente os maiores críticos
são aqueles que não fazem
nada. Certa vez eu li um texto no programa
Cia Liberdade, que dizia que todo mundo
tem um tio rico que é duramente criticado
por aquele outro tio, fracassado que fica
nos almoços de domingo, falando o
quanto o primeiro é burro e como
ele, o crítico, faria se um dia fizesse
alguma coisa. Mas não são
somente os críticos domingueiros
ou familiares que tem esta característica.
Os melhores críticos políticos
nunca foram candidatos a nada. Os melhores
críticos esportivos, muitas vezes
nunca praticaram esportes, mas eles sabem
de tudo. Quantas vezes ouvimos comentaristas
esportivos, dando as dicas para que o técnico
do time tenha sucesso e são fórmulas
tão simples, que só o burro
do técnico não vê, mas
eles não se tornam técnicos
nunca apesar de saberem tudo sobre aquele
esporte. É, é fácil
ser crítico, fazer alguma coisa,
aí já são outros quinhentos.
Alguém planta uma árvore e
tem outro alguém para dizer que ali
não é o melhor lugar, que
aquela espécie não é
indicada para o local. Ah os críticos,
implacáveis do alto de sua prepotência,
nunca se dão ao trabalho de analisar
o quanto foi difícil chegar até
ali, isso parece não importar, o
que importa é que quem fez algo,
não viu o óbvio, que estava
bem na cara e fez errado. O dia que os críticos
começarem a fazer alguma coisa, talvez
suas críticas tenham mais conteúdo,
sejam mais profundas e talvez ainda elas
não venham em forma de críticas
e sim de sugestões, o que é
diferente. Sugerir... e antes que a coisa
seja feita, pois assim pode fazer a diferença,
mas crítico que é crítico
nunca diz nada antes, até porque
a coisa pode dar certo, então ele,
pacientemente, como um predador à
espreita de sua presa, aguarda o resultado,
para somente após... dar sua preciosa
opinião. Triste não??? Muitos
que estão lendo este texto, podem
estar pensando, mas o Paulo está
criticando quem critica, está sendo
igual. Pode ser, mas eu não podia
deixar de fazer este desabafo.
Paulo
Ricardo Silva Todeschini
Empresário, comunicador
paulo@cialiberdade.com.br