Tenho
acompanhado a luta dos proprietários
de terras na região da Coxilha Rica,
em Lages/SC para conservar o que é
deles por direito, contra uma preservação
que pode, segundo li, beneficiar algumas
pessoas e estas não são os
proprietários, mas sim pessoas que
acham o local bonito, que acham que deve
ser preservado, mas segundo li, existem
mais coisas no meio. Leia-se aí,
a decisão de como explorar a região,
ou o que pode ou não fazer ali, chegando
até o recebimento de recursos advindos
da tão falada Usina do Paiquerê.
Aí me lembro daquela casa na Nereu
Ramos, hoje um tapume em plena rua principal
da cidade, que foi tombada pelo patrimônio
do município. Não sou contra
os tombamentos, mas se for para fazer isso,
eu acho que o poder público que decidiu
pelo tombamento, tem a obrigação
de ressarcir os donos do prédio,
ou área tombada e que os investimentos
em conservação sejam desde
então, assumidos pelo órgão.
Porque senão fica muito fácil.
Alguém que “está”
autoridade, decide por algum motivo que
um determinado imóvel deve ser tombado
e o "propriotário", não
errei não, porque neste caso é
o "próprio otário"
quem deve dar manutenção no
imóvel, inútil mas preservado.
Alguém já me disse em outros
tempos, coisa velha a gente tira fotos,
filma, guarda de lembrança e derruba
para dar andamento na vida e eu concordo
com isso, mesmo que digam que estou contra
a preservação da história.
Não sou contra a história
ou sua preservação, sou contra
a arbitrariedade em cima da propriedade
alheia, pois aí, tiramos o direito
de ter algum patrimônio de qualquer
pessoa. Da mesma forma como sou contra a
forma como está se fazendo reforma
agrária neste país, onde os
terrenos são simplesmente invadidos,
geralmente áreas nobres, em beiras
de estradas asfaltadas, e algumas vezes
produtivas, mas....quem se importa? Também
não sou contra a reforma agrária,
mas sou francamente contrário a retirada
de bens de pessoas que batalharam legitimamente
para adquirir suas propriedades e dela são
espoliadas pelo governo para dar a gente
que, muitas vezes nem sabe pegar numa enxada.
Quer fazer reforma agrária? O próprio
governo tem terras por todo este país,
então que o faça nestas terras
em primeiro lugar somente depois é
que se pensaria em ir para dentro de propriedades
alheias. Agora estão na Coxilha Rica,
região maravilhosa para se fazer
turismo contemplativo, devo confessar que
fiz muitas trilhas de moto na região,
inclusive dentro do famoso corredor da Coxilha
Rica e que se fosse cremado, gostaria de
ter minhas cinzas jogadas ao vento por ali,
mas daí a tirar o direito de as pessoas
gerirem seus próprios negócios???
Acho que alguém deve pensar muito
antes de tomar esta decisão que afetará
tantas famílias, ou então,
que em caso de tomada da decisão
favorável a demarcação
da APA, o poder público arque com
as despesas de desapropriação
e manutenção da área,
o que sabemos é inviável economicamente
e que fatalmente será invadida por
hordas de pessoas buscando terra da maneira
mais barata que existe, através da
reforma agrária. Também não
sou contra as APAs, mas sim contra o roubo
de propriedade alheia em qualquer nível.
Paulo
Ricardo Silva Todeschini
Empresário, comunicador
paulo@cialiberdade.com.br