Quantas
vezes você já ouviu esta frase?
Sempre referindo-se a algum político
é claro. Pois eu tenho dito para
mim mesmo, que coisa tola. É como
se autorizássemos o político
eleito para ser nosso representante, a fazer
o que ele bem entender sobre qualquer coisa,
desde que faça alguma coisa. Será
que é por isso que temos tão
maus políticos atuando no poder público?
E pior, temos tanta gente de má vontade
trabalhando no setor público, que
só não é o caos total,
por conta de alguns poucos que realmente
são conscientes do trabalho a ser
desempenhado, mas, não são
os funcionários de carreira, nem
mesmo os comissionados que fazem valer a
frase do título desta modesta colaboração.
São aqueles a quem nós, eleitores,
delegamos o poder de estarem alguma coisa
no poder público. Muitos não
fazem nem a décima parte do que deveriam,
mas como fazem alguma coisa, mesmo que meio
errada, ou ainda mesmo que totalmente errada,
mas pelo menos faz alguma coisa. E sabe
o que acontece com este cidadão?
Ele é eleito no próximo pleito,
porque, segundo a crença popular,
todo político rouba, o que não
é verdade, absolutamente, então
ficamos com aquele que também rouba,
mas faz. O pior de tudo isso é que
é sabido, público e notório
que o cidadão está botando
a mão pra valer no erário,
e lá vimos nós, com o “tudo
bem, ele rouba, mas faz”. É
como se contratássemos alguém
para fazer um serviço em nossa casa,
ou em nosso escritório, ou empresa
e esta pessoa, além de fazer um péssimo
serviço, esta pessoa ainda se desse
ao direito de remexer em nossa carteira
e retirar dali um bocado de nosso dinheirinho
e nós passássemos a mão
na cabeça dele, dizendo, tudo bem,
o serviço não é lá
grande coisa e ele ainda por cima leva um
pouco da minha grana, mas pelo menos ele
faz. Perceberam a grande bobagem que a gente
faz conosco mesmo quando a gente autoriza
alguém a fazer algo errado? Pois
este ano, teremos mais uma oportunidade
de revermos nossos conceitos. Teremos novamente
a chance de efetivamente lutar por mudanças
em nossas vidas e isso com uma ação
simples, um apertar de botões, mas
de um importância que poderá
ser crucial para nossos próximos
4 anos. Não vamos desperdiçar
novamente, porque uma vez contratado o serviço,
ele estará ali por 4 anos, sem que
este contrato possa ser desfeito, e ainda
poderá vir com cláusula de
renovação dentro de 4 anos,
e talvez, não por mérito.
Está na hora de pensar no que estamos
fazendo. Aquela frase, que mundo deixaremos
para nossos filhos, passa sem dúvida
por esta fase. Agora é a hora.
Paulo
Ricardo Silva Todeschini
Empresário, comunicador
paulo@cialiberdade.com.br