:: Ele rouba, mas faz...:: 22.10.2010

Quantas vezes você já ouviu esta frase? Sempre referindo-se a algum político é claro. Pois eu tenho dito para mim mesmo, que coisa tola. É como se autorizássemos o político eleito para ser nosso representante, a fazer o que ele bem entender sobre qualquer coisa, desde que faça alguma coisa. Será que é por isso que temos tão maus políticos atuando no poder público? E pior, temos tanta gente de má vontade trabalhando no setor público, que só não é o caos total, por conta de alguns poucos que realmente são conscientes do trabalho a ser desempenhado, mas, não são os funcionários de carreira, nem mesmo os comissionados que fazem valer a frase do título desta modesta colaboração. São aqueles a quem nós, eleitores, delegamos o poder de estarem alguma coisa no poder público. Muitos não fazem nem a décima parte do que deveriam, mas como fazem alguma coisa, mesmo que meio errada, ou ainda mesmo que totalmente errada, mas pelo menos faz alguma coisa. E sabe o que acontece com este cidadão? Ele é eleito no próximo pleito, porque, segundo a crença popular, todo político rouba, o que não é verdade, absolutamente, então ficamos com aquele que também rouba, mas faz. O pior de tudo isso é que é sabido, público e notório que o cidadão está botando a mão pra valer no erário, e lá vimos nós, com o “tudo bem, ele rouba, mas faz”. É como se contratássemos alguém para fazer um serviço em nossa casa, ou em nosso escritório, ou empresa e esta pessoa, além de fazer um péssimo serviço, esta pessoa ainda se desse ao direito de remexer em nossa carteira e retirar dali um bocado de nosso dinheirinho e nós passássemos a mão na cabeça dele, dizendo, tudo bem, o serviço não é lá grande coisa e ele ainda por cima leva um pouco da minha grana, mas pelo menos ele faz. Perceberam a grande bobagem que a gente faz conosco mesmo quando a gente autoriza alguém a fazer algo errado? Pois este ano, teremos mais uma oportunidade de revermos nossos conceitos. Teremos novamente a chance de efetivamente lutar por mudanças em nossas vidas e isso com uma ação simples, um apertar de botões, mas de um importância que poderá ser crucial para nossos próximos 4 anos. Não vamos desperdiçar novamente, porque uma vez contratado o serviço, ele estará ali por 4 anos, sem que este contrato possa ser desfeito, e ainda poderá vir com cláusula de renovação dentro de 4 anos, e talvez, não por mérito. Está na hora de pensar no que estamos fazendo. Aquela frase, que mundo deixaremos para nossos filhos, passa sem dúvida por esta fase. Agora é a hora.

Paulo Ricardo Silva Todeschini
Empresário, comunicador
paulo@cialiberdade.com.br

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