Dias
atrás, assisti ao filme Mozart, aquele
sobre o grande gênio da música.
Ali o maior fã que Mozart tinha era
justamente seu maior oponente. Assim como
o fã de Mozart, vemos na vida situações
muito semelhantes. Quando uma pessoa tem
outra como fixação, quando
tudo o que temos a falar, tem sempre uma
determinada pessoa como referência,
ali está o ídolo. As pessoas
idolatram determinadas pessoas, pelo que
elas fazem, pelo que são, ou até
mesmo porque gostariam que elas lhes prestassem
um pouco de atenção. Quando
isso não acontece, a maioria dos
fãs se voltam contra seus ídolos,
tentando denegrir aquilo que eles fizeram
de bom. Porque isso acontece? Sinceramente
eu não sei, não tenho formação
profissional nesta área para poder
dar um parecer preciso, mas a experiência
de vida que tenho me leva a crer que o que
escrevo é verdade. Talvez não
a verdade absoluta, mas com certeza tem
muito de verdade. Os críticos, são
sempre aqueles que falam o que os outros
fazem de errado, na visão deles,
que normalmente são gente que não
faz nada, aí, fica fácil,
criticar o que se faz, sem ter que fazer
coisa alguma. Todos temos nossos críticos,
todos temos nossos fãs. De alguma
forma, nos tornamos ídolos de pessoas
a quem não dedicamos o tempo necessário
para sermos somente idolatrados e então
somos caluniados pelos nossos fãs.
Assim é a vida. Outra coisa que me
leva a crer no que escrevo, é que
os mais criticados são sempre aqueles
que fazem algo. Os que não sofrem
nenhuma crítica, pode ter certeza
de que não fazem nada e por isso
não merecem sequer a crítica
dos seus fãs. Quando em campanha,
uma das estratégias de marketing
que usei foi a dos fuscas. Comentado por
toda a cidade, mas criticado por uma única
pessoa. Será que ela é minha
fã? Não sei, mas sei que ela
nunca fez nada, a não ser criticar,
então... posso presumir que minha
estratégia foi de fato ótima
pois mereceu um ataque daquela pessoa. Outro
colocava coisas que só existem na
cabeça dele, coisas do tipo que eu
não gosto de esta ou aquela situação,
ora o cara não tem nem contato comigo,
como ele sabe do que eu gosto? Só
me vem à cabeça uma única
coisa, ele é meu maior fã,
mas como eu não dou a ele a chance
de me dizer isso, pois, talvez para mim
ele não tenha a importância
que se credita, se acha no direito de me
atacar. Assim é o ser humano, cada
um com seus ídolos, que são
idolatrados, ou massacrados, mas sempre
com muita devoção. Obrigado
meu fã e desculpe se não és
significante.
Paulo
Ricardo Silva Todeschini
Empresário, comunicador
paulo@cialiberdade.com.br