:: Ídolos :: 02/08/2010

Dias atrás, assisti ao filme Mozart, aquele sobre o grande gênio da música. Ali o maior fã que Mozart tinha era justamente seu maior oponente. Assim como o fã de Mozart, vemos na vida situações muito semelhantes. Quando uma pessoa tem outra como fixação, quando tudo o que temos a falar, tem sempre uma determinada pessoa como referência, ali está o ídolo. As pessoas idolatram determinadas pessoas, pelo que elas fazem, pelo que são, ou até mesmo porque gostariam que elas lhes prestassem um pouco de atenção. Quando isso não acontece, a maioria dos fãs se voltam contra seus ídolos, tentando denegrir aquilo que eles fizeram de bom. Porque isso acontece? Sinceramente eu não sei, não tenho formação profissional nesta área para poder dar um parecer preciso, mas a experiência de vida que tenho me leva a crer que o que escrevo é verdade. Talvez não a verdade absoluta, mas com certeza tem muito de verdade. Os críticos, são sempre aqueles que falam o que os outros fazem de errado, na visão deles, que normalmente são gente que não faz nada, aí, fica fácil, criticar o que se faz, sem ter que fazer coisa alguma. Todos temos nossos críticos, todos temos nossos fãs. De alguma forma, nos tornamos ídolos de pessoas a quem não dedicamos o tempo necessário para sermos somente idolatrados e então somos caluniados pelos nossos fãs. Assim é a vida. Outra coisa que me leva a crer no que escrevo, é que os mais criticados são sempre aqueles que fazem algo. Os que não sofrem nenhuma crítica, pode ter certeza de que não fazem nada e por isso não merecem sequer a crítica dos seus fãs. Quando em campanha, uma das estratégias de marketing que usei foi a dos fuscas. Comentado por toda a cidade, mas criticado por uma única pessoa. Será que ela é minha fã? Não sei, mas sei que ela nunca fez nada, a não ser criticar, então... posso presumir que minha estratégia foi de fato ótima pois mereceu um ataque daquela pessoa. Outro colocava coisas que só existem na cabeça dele, coisas do tipo que eu não gosto de esta ou aquela situação, ora o cara não tem nem contato comigo, como ele sabe do que eu gosto? Só me vem à cabeça uma única coisa, ele é meu maior fã, mas como eu não dou a ele a chance de me dizer isso, pois, talvez para mim ele não tenha a importância que se credita, se acha no direito de me atacar. Assim é o ser humano, cada um com seus ídolos, que são idolatrados, ou massacrados, mas sempre com muita devoção. Obrigado meu fã e desculpe se não és significante.

Paulo Ricardo Silva Todeschini

Empresário, comunicador
paulo@cialiberdade.com.br

 

 

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