Levar
vantagem em tudo, a lei de Gérson,
a principal lei do brasileiro. Acho que
hoje o povo aprende esta lei antes mesmo
de aprender a mamar nas tetas de sua mãe
biológica. Na minha opinião,
o Gérson emprestou seu nome à
esta lei, indevidamente. Que lembra do comercial
de cigarros que o Gerson fez, vai lembrar
do que ele dizia. E ele não fazia
menção a levar vantagem sacaneando
ninguém. O que ele dizia era “pra
que pagar mais caro se você pode ter
o mesmo prazer por menos preço”
e completava “leve vantagem você
também”.... Você viu
alguma menção a leve vantagem
sobre todo mundo? Sacaneie alguém
para se dar bem? Eu não vi. Aliás
se alguém deveria ter este título,
este deveria ser o personagem do Renato
Aragão, o Didi, que aparece na rede
Globo aos domingos, como sendo um programa
infantil. Alguém já procurou
ver as lições que o Sr Didi
passa às nossas crianças?
1) Sacaneie seus amigos, pois o Didi está
sempre tentando passar a perna nos amigos.
Sempre tentando pegar dinheiro deles de
forma habilidosa, mas sempre pelo lado mais
fácil; 2) Roube a namorada de seus
amigos, outra especialidade do Didi, é
só algum amigo aparecer com uma namorada
bonita que lá vai o amigão
tentar se dar bem, roubando a namorada do
amigo; 3) Não trabalhe, porque ele
não trabalha e quando um dos amigos
que está trabalhando chega em casa
com o dinheiro o mês, ele sempre acha
uma maneira de passar a perna no amigo para
ficar com o dinheiro do trabalho suado do
mesmo; Quem sabe mudamos o nome da lei para
Lei do Didi ao invés de Lei de Gérson?
Engraçado como este tipo de personagem,
o do Didi, se dá bem no Brasil. Nós
já estamos com esta situação
tão entranhada em nosso sistema,
que não seria de estranhar se muitos
dos leitores deste texto, pensassem que
eu estou errado, que o Didi é cômico.
Não é culpa sua, fomos criados
assim. Desde pequenos somos criados para
levar vantagem e isso e feio por nossos
próprios pais. Como naquele texto
em que o pai leva os filhos menores ao jogo
de futebol e pergunta no guichê, com
quantos anos não paga e a resposta
é, menores de 7 anos não pagam,
então o pai compra dois bilhetes,
1 para ele e outro para o filho de 7 anos
sendo que o outro filho tinha 5. O bilheteiro
diz ao pai, poderias ter comprado só
1, eu não iria saber a idade do menino,
e o pai respondeu, mas ele sabe. Isso é
que está faltando em nossa base de
criação. Aquela criança
não aprendeu a mentir com seu pai.
Vamos revogar a Lei do Didi.
Paulo
Ricardo Silva Todeschini
Empresário, comunicador
paulo@cialiberdade.com.br