:: Mudança das Placas ::

ABRAM, 24/05/08

O Contran - Conselho Nacional de Trânsito através das resoluções 231 e 241 que entraram em vigor em 1º de janeiro de 2008, mudou o estilo de fonte (das letras) e dos números da placa dos veículos nacionais, de helvética para mandatory. Os veículos de duas ou três rodas do tipo motocicleta, motoneta, ciclomotor e triciclo ficam obrigados a utilizar placa traseira de identificação com película refletiva conforme especificado no anexo da resolução.

O Brasil é o único país do mundo a adotar as Películas prismáticas na confecção de placas veiculares, contrariando a norma ISO 7591 (Road Vehicles - Retro-reflective registration plates for motor vehicles and trailers - Specification) , que normatiza e especifica o uso de placas retro-reflexíveis, utilizada em todos os demais países. Mais de duzentos países que utilizam películas refletivas.

A mudança fere o a concepção do Estado de Direito Democrático, onde o estado cria normas e deixa para a população o ônus das mudanças. O jogo de placa varia de 48 a 130 reais. As mais baratas segundo a vendedora podem descascar com o tempo, mas não é isso que diz o item cinco do anexo que fala sobre as cores. "As cores utilizadas para placas e caracteres deverão manter seu contraste em todo período de vida útil de utilização do veículo".

A sugestão é que o dono do veículo compre as placas pintadas com cabines eletrostáticas que custam 63 reais, ou ainda as reflexivas. As mudanças segundo as autoridades de trânsito são para dificultar clonagens e deixar o dono do veículo mais seguro. O art. 7º da res nº 231 diz que "os veículos com placas de identificação em desacordo com as especificações de dimensão, cor e tipologia deverão adequar-se
quando da mudança de Município". Os veículos emplacados a partir de janeiro já devem trazer as novas placas.

Ainda não acabou....
O projeto de lei nº 4.670, de 2004, de autoria da deputada Neyde Aparecida do PT de Goiás, pretende acrescentar o parágrafo 7º ao art. 115 da Lei nº9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro. O objetivo é tornar obrigatória a inscrição da palavra "BRASIL" nas placas dianteira e traseira de todos os veículos registrados no território nacional. Adivinha quem vai pagar pelas novas placas??? Deputado Giovanni Queiroz relator já emitiu o parecer favorável da Comissão pelo parecer do projeto, mesmo com restrições.

Segundo deputado Eduardo Sciarra, A proposição, apesar de não prever a troca das atuais placas de identificação dos veículos emplacados, certamente gerará o aumento do valor pago pelo emplacamento. Pelas razões expostas, e considerando que não há qualquer norma no âmbito do Mercosul que estabeleça a padronização das placas de identificação dos veículos, entendemos que a melhor saída, para que possamos aprovar os projetos de lei em análise, é prever no texto do Código de Trânsito Brasileiro a obrigatoriedade de inserção do vocábulo "BRASIL" nas placas de identificação, mas apenas para os casos em que os veículos necessitem trocar as placas atuais ou para os que forem registrados a partir da vigência da lei decorrente das proposições em comento. Nesse sentido, estamos apresentando um substitutivo, que atende ao proposto pelos dois projetos de lei.

Sistema com Três letras

A ordem das letras e números tem a ver com o lugar em que o veículo é emplacado. Esse esquema começou a ser adotado em fevereiro de 1990, quando as placas amarelas com duas letras e quatro números foram substituídas pelas cinza com três letras. Cada estado tem suas combinações próprias, distribuídas pela frota local em ordem cronológica de licenciamento ou emplacamento. É possível encontrar placas com cidades e combinações "trocadas". Isso acontece porque, se um veículo é emplacado originariamente em um lugar e o endereço do proprietário muda, troca-se apenas a tarjeta que indica a cidade e estado. Ou seja, um carro licenciado em Santa Inês no Maranhão, com a combinação HOL pode perfeitamente estar rodando com a tarjeta "SC
Taió". Isso porque o primeiro emplacamento ocorreu no Maranhão.

É possível escolher as letras e números da chapa do automóvel. É só pagar uma taxa de R$ 191,00 e torcer para que a combinação esteja disponível. Assim, mulheres chamadas Beatriz podem encomendar a combinação BIA e donos de BMW ostentar placas BMW. Mas nem tudo é festa. São proibidas combinações que formem palavras consideradas obscenas ou constrangedoras. Assim em Santa Catarina segundo
informações do Detran, a escolha se restringe entre as letras L e M.

Aquarela do Brasil

Além das letras e números as cores também identificam o tipo de veículo. As cinza são as mais usadas e identificam os automóveis particulares. As brancas com caracteres pretos são colocados em carros oficiais. Indicam patrimônio da União, dos Estados ou dos municípios. As brancas com caracteres vermelhos pertencem aos veículos de centro de formação de condutores, as "auto-escolas" . Placas vermelhas são
colocadas nos chamados veículos de aluguel como táxis, ônibus, caminhões e lotações. As azuis são utilizadas por montadoras em seus carros de teste. Quando há as letras "CC", significa que são de consulados. Placas verdes são utilizadas por lojas e oficinas para demonstrar que o carro está passando por test drive.

Com placa verde e amarelas são emplacados os veículos de autoridades federais dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. As placas pretas são atestados de autenticidade. São utilizados em automóveis antigos, são um atestado de que o modelo, em geral de colecionador, é todo original. As placas de veículos no Brasil são emitidas pelos departamentos de trânsito Detran de cada unidade da Federação,
seguindo uma seqüencia única para todo o país. O sistema atual é denominado registro nacional de veículos automotores Renavam e foi criado em 1990, tendo sido implantado de maneira gradativa, começando pelo estado do Paraná.

TA - 1234


Nos sistemas de placas usados anteriormente, cada estado possuía uma seqüência que poderiam repetir-se em todos os estados. Os prefixos eram vinculados aos municípios, exigindo a troca da placa toda vez que o veículo fosse vendido para alguém residente em outro município. Este sistema gerava muitos problemas, principalmente com a emissão de multas. Quando os sistemas de bancos de dados computadorizados
começaram a ser implantados, surgiram incompatibilidades visto que: A placa AB-0123 poderia existir em cada um dos estados; As motocicletas usavam uma seqüência paralela com apenas três números. A placa AB-123 motocicleta seria confundida pelos computadores com placa AB-0123. O número máximo de prefixos disponíveis por estado era de apenas 676 combinações (26 X 26), não havendo disponibilidade de prefixos para todos os municípios uma vez que em alguns estados o número de municípios é quase o mesmo de prefixos ou até maior, alem do fato de que os municípios mais populosos chegavam a ter dezenas de prefixos. O estado de Minas Gerais na época tinha 722 municípios.

Sistema atual


A combinação alfanumérica dada a um veículo não pode ser transferida a outro, ser substituída, nem é permitido o reaproveitamento da combinação por outro veículo, mesmo após o sucateamento. Escolheu-se a forma "ABC·1234" com um hífen ou ponto entre as letras e os números. Acima da combinação há uma tarjeta metálica com a Unidade da Federação SC = Taió, e o nome do município onde o veículo está registrado. A tarjeta pode ser trocada quebrando o lacre (feito de plástico ou
chumbo). Os veículos emplacados em Santa Catarina utilizam as combinações entre LWR 0001 e MMM 9999. A quantidade máxima de combinações é de 175.742.424 (26 X 26 X 26 X 9999), visto que o número 0000 não é usado. As placas possuem formato
retangular com as letras separadas dos números por um hífen ou ponto, exceto para motocicletas, nestas os números são posicionados abaixo das letras.

Edivaldo - AMO-MG

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