:: PARDAL, SEGURANÇA OU COBRANÇA? :: 07.06.2010

O Rio Grande do Sul, estado vizinho ao sul, tem estradas pedagiadas e a maior concentração de pardais que conheço nas estradas brasileiras, mas isso não reduz o número de acidentes por lá.
Só na Estrada do Mar, rodovia que só permite o tráfego de automóveis e camionetes, eliminando o tráfego pesado de caminhões e ônibus, nos primeiros dias do ano, houveram 7 mortes por acidentes de trânsito e olha que o número de pardais naquela rodovia é enorme.
Visto isso, me pergunto, porque a intenção de alguns legisladores em reativar os pardais? A palavra é a da segurança, mas.... será?
A Indústria da multa vai a muitos milhões de reais nos bolsos do contribuinte. Mas aí você vai pensar, bom, mas só é multado o mau motorista, aquele que extrapola a velocidade. Verdade? Só em partes. Logo que houve a implantação dos pardais em nosso estado e isso aconteceu em diversos estados brasileiros, as velocidades colocadas para verificação eram sempre inferiores à velocidade permitida nas estradas e o pior, sempre em número ímpar, ou seja, 30, 50, 70 km/h, sendo que nossos odômetros sempre tiveram números pares em sua mostragem. Aí é que eu me pergunto, porque isso foi feito? e a única explicação que me vem a cabeça é de que alguém queria mesmo é sacanear os motoristas e não checar obediência aos limites. Próximo a Criciúma, tinha uma lombada eletrônica, em meio a dois pardais, ou seja, antes da lombada, 1 pardal e depois da lombada outro pardal. Nossa será que é necessário tudo isso em uma reta?
Depois de uma batalha no legislativo, os pardais foram felizmente eliminados de nossas rodovias e agora qual não foi a minha surpresa ao ler que existe pensamento de alguns legisladores em reativar este sistema, sob a alegação da segurança nas estradas.
Ora, vamos gastar dinheiro em pardais? Será que não é o caso de consertar as rodovias? Duplicar aquelas que precisam ser duplicadas? Dar manutenção correta aquelas que precisam de reforma, sinalizar corretamente, providenciar acostamentos condizentes com o fluxo dos veículos e em altura normal, não verdadeiros degraus nas estradas?
Quando será que teremos gente por lá que realmente queira fazer algo pelo povo? Melhorar mesmo a condição de vida e principalmente a qualidade de vida?
Sei lá, teremos eleições este ano, cada um sabe o que deve fazer, se fizer errado, será por mais 4 anos


Paulo Ricardo Silva Todeschini
Empresário, comunicador

paulo@cialiberdade.com.br

  
 
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