O
Rio Grande do Sul, estado vizinho ao sul,
tem estradas pedagiadas e a maior concentração
de pardais que conheço nas estradas
brasileiras, mas isso não reduz o
número de acidentes por lá.
Só na Estrada do Mar, rodovia que
só permite o tráfego de automóveis
e camionetes, eliminando o tráfego
pesado de caminhões e ônibus,
nos primeiros dias do ano, houveram 7 mortes
por acidentes de trânsito e olha que
o número de pardais naquela rodovia
é enorme.
Visto isso, me pergunto, porque a intenção
de alguns legisladores em reativar os pardais?
A palavra é a da segurança,
mas.... será?
A Indústria da multa vai a muitos
milhões de reais nos bolsos do contribuinte.
Mas aí você vai pensar, bom,
mas só é multado o mau motorista,
aquele que extrapola a velocidade. Verdade?
Só em partes. Logo que houve a implantação
dos pardais em nosso estado e isso aconteceu
em diversos estados brasileiros, as velocidades
colocadas para verificação
eram sempre inferiores à velocidade
permitida nas estradas e o pior, sempre
em número ímpar, ou seja,
30, 50, 70 km/h, sendo que nossos odômetros
sempre tiveram números pares em sua
mostragem. Aí é que eu me
pergunto, porque isso foi feito? e a única
explicação que me vem a cabeça
é de que alguém queria mesmo
é sacanear os motoristas e não
checar obediência aos limites. Próximo
a Criciúma, tinha uma lombada eletrônica,
em meio a dois pardais, ou seja, antes da
lombada, 1 pardal e depois da lombada outro
pardal. Nossa será que é necessário
tudo isso em uma reta?
Depois de uma batalha no legislativo, os
pardais foram felizmente eliminados de nossas
rodovias e agora qual não foi a minha
surpresa ao ler que existe pensamento de
alguns legisladores em reativar este sistema,
sob a alegação da segurança
nas estradas.
Ora, vamos gastar dinheiro em pardais? Será
que não é o caso de consertar
as rodovias? Duplicar aquelas que precisam
ser duplicadas? Dar manutenção
correta aquelas que precisam de reforma,
sinalizar corretamente, providenciar acostamentos
condizentes com o fluxo dos veículos
e em altura normal, não verdadeiros
degraus nas estradas?
Quando será que teremos gente por
lá que realmente queira fazer algo
pelo povo? Melhorar mesmo a condição
de vida e principalmente a qualidade de
vida?
Sei lá, teremos eleições
este ano, cada um sabe o que deve fazer,
se fizer errado, será por mais 4
anos
Paulo Ricardo Silva Todeschini
Empresário, comunicador
paulo@cialiberdade.com.br