:: Pluripartidarismo? Onde? :: 18.07.2010

Foi publicado um relato meu, onde eu coloco minha vontade se ser um alienado político, pois hoje o que vou escrever é quase um complemento daquele outro texto, veja porque. Durante o período da ditadura militar todos os partidos políticos foram extintos, restando apenas dois, o do governo e o outro do governo, quais sejam Arena e MDB. Alguns dos leitores vão dizer, espera, mas o MDB era a oposição. Sim, era oposição, mas não podia falar nada, se falasse....
Então, não havia oposição. Havia um partido de sustentação e outro para suporte, bem , mas vamos ao texto. Tão logo houve a possibilidade de retorno dos partidos antigos e da abertura de novos partidos, eles foram realizados e assim o país viu o surgimento de vários partidos políticos, com suas pretensões para resolver os problemas do país em seus programas. E logo surgiu alguém que disse, mas que bagunça, tantos partidos assim vão confundir a cabeça do povo, e a resposta foi imediata, assim os partidos terão a possibilidade de mostrar seus programas de governo, dando ao eleitor a oportunidade de escolher entre as melhores propostas. Com isso, foi criado o sistema do segundo turno de votação, pois caso nenhum dos candidatos tivesse maioria absoluta dos votos, ou seja, 50% + 1 dos votos válidos, haveria segundo turno nas eleições. Mas também por engraçado que pareça, só em municípios com mais de 200.000 eleitores, como se os outros fossem o resto e não a regra. Voltando, o 2º turno possibilitaria que todos tentassem a eleição e depois, caso não resultasse em ganho do mandato, fazerem suas coligações apoiando aqueles partidos que se identificassem com o seu programa. Legal isso né? Se fosse verdade. O que estamos vendo hoje? Todo mundo fazendo coligações antes mesmo de se testarem nas urnas. Partidos com história de antagonismo político ontem, abraçado hoje. O que é isso? Vimos políticos botarem a boca no trombone apontando todas as falhas dos outros e depois abraçados em cima do mesmo palanque. MDB a ARENA hoje sentam na mesma mesa e dizem que querem o melhor para o povo. Que bobagem, o negócio é ser amigo do Rei e sendo assim, estar sempre dentro do palácio, mesmo que o Rei tenha idéias completamente diferentes das minhas, mas... ele é o rei, não preciso ter idéias nem opinião sobre as coisas, muito menos uma convicção política, preciso ser amigo e com isso buscar estar no poder pelo poder, acabou o projeto político do partido, ele será como o rei desejar.
Que pena, onde está o pluripartidarism? É isso que aí está? Então meus amigos, socorro, parem o trem que eu quero descer.

Paulo Ricardo Silva Todeschini
Empresário, comunicador

paulo@cialiberdade.com.br

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