Foi
publicado um relato meu, onde eu coloco minha vontade
se ser um alienado político, pois hoje o
que vou escrever é quase um complemento daquele
outro texto, veja porque. Durante o período
da ditadura militar todos os partidos políticos
foram extintos, restando apenas dois, o do governo
e o outro do governo, quais sejam Arena e MDB. Alguns
dos leitores vão dizer, espera, mas o MDB
era a oposição. Sim, era oposição,
mas não podia falar nada, se falasse....
Então, não havia oposição.
Havia um partido de sustentação e
outro para suporte, bem , mas vamos ao texto. Tão
logo houve a possibilidade de retorno dos partidos
antigos e da abertura de novos partidos, eles foram
realizados e assim o país viu o surgimento
de vários partidos políticos, com
suas pretensões para resolver os problemas
do país em seus programas. E logo surgiu
alguém que disse, mas que bagunça,
tantos partidos assim vão confundir a cabeça
do povo, e a resposta foi imediata, assim os partidos
terão a possibilidade de mostrar seus programas
de governo, dando ao eleitor a oportunidade de escolher
entre as melhores propostas. Com isso, foi criado
o sistema do segundo turno de votação,
pois caso nenhum dos candidatos tivesse maioria
absoluta dos votos, ou seja, 50% + 1 dos votos válidos,
haveria segundo turno nas eleições.
Mas também por engraçado que pareça,
só em municípios com mais de 200.000
eleitores, como se os outros fossem o resto e não
a regra. Voltando, o 2º turno possibilitaria
que todos tentassem a eleição e depois,
caso não resultasse em ganho do mandato,
fazerem suas coligações apoiando aqueles
partidos que se identificassem com o seu programa.
Legal isso né? Se fosse verdade. O que estamos
vendo hoje? Todo mundo fazendo coligações
antes mesmo de se testarem nas urnas. Partidos com
história de antagonismo político ontem,
abraçado hoje. O que é isso? Vimos
políticos botarem a boca no trombone apontando
todas as falhas dos outros e depois abraçados
em cima do mesmo palanque. MDB a ARENA hoje sentam
na mesma mesa e dizem que querem o melhor para o
povo. Que bobagem, o negócio é ser
amigo do Rei e sendo assim, estar sempre dentro
do palácio, mesmo que o Rei tenha idéias
completamente diferentes das minhas, mas... ele
é o rei, não preciso ter idéias
nem opinião sobre as coisas, muito menos
uma convicção política, preciso
ser amigo e com isso buscar estar no poder pelo
poder, acabou o projeto político do partido,
ele será como o rei desejar.
Que pena, onde está o pluripartidarism? É
isso que aí está? Então meus
amigos, socorro, parem o trem que eu quero descer.
Paulo Ricardo Silva Todeschini
Empresário, comunicador
paulo@cialiberdade.com.br
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