Dias
atrás recebi um que me deixou pensativo e
mais ainda, apreensivo. Falava sobre a queima de
restos de madeira auto clavadas. Aquelas que passam
por sistema de tratamento a vácuo que ficam
verde. No e-mail fala que aquela cor esverdeada
é motivada pelo cobre, cobalto e arsênico,
produtos químicos utilizados no processo.
Até aí tudo bem, tanta coisa ruim
é usada, e estas madeiras são utilizadas
em postes ou construção de casas,
ou peças que ficam no tempo. Mas então
o que eu estou escrevendo, se tudo bem. Aí
é que a coisa começa a esquentar,
pois quem manuseia estas madeiras, marceneiros e
carpinteiros, ficam expostos ao pó desta
madeira com estes produtos altamente tóxicos
e podem adoecer, ter problemas respiratórios.
Os resíduos desta madeira, deve ser recolhida
e nenhum alimento deve ser cultivado próximo
a instalação destes postes devido
a alta contaminação do terreno. Outra
coisa proibida é a queima destes resíduos
podendo causar inclusive a morte de pessoas pela
inalação dos gases resultantes desta
queima. Segundo o mesmo e-mail, que recebi, três
pessoas morreram em Itaiópolis/SC, por terem
utilizado resíduos de madeira autoclavada.
Eles usaram madeira de um poste de transmissão
elétrica, para fazer um churrasco. A volatização
do arsênico contaminou a carne e os três
acabaram morrendo. Este e-mail que me foi encaminhado,
partiu do Sr Jorge Luiz Haack Presidente Rotary
Club Herval d´Oeste, relatando o fato, que
foi levantado pelo Presidente do Rotary Clube de
Monte Castelo, que tem uma empresa que utiliza o
tratamento de madeira através do sistema
de autoclave. A preocupação destes
cidadãos, é a má utilização
dos resíduos desta madeira e o que me leva
a escrever é que aqui em Lages, a Battistella,
também utiliza este mesmo sistema de tratamento
em sua madeira e provavelmente deve ter um montante
de resíduo bastante grande. O meu receio
é que este resíduo esteja sendo queimado
nas caldeiras da Tractebel, empresa que tem um gerador
de energia a partir a queima de resíduos
de madeira. Se eles fazem a queima destes resíduos
de produtos autoclavados, o que será que
acontece com a saúde da população
vizinha à empresa? Mas é claro que
este fato é de conhecimento tanto da direção
da Battistella quanto da direção da
Tractebel e idôneas como são estas
empresas não se furtariam ao controle deste
tipo de uso inadequado de resíduos tóxicos
que podem causar danos irreparáveis à
saúde das pessoas. Pelo sim pelo não.....
fica um alerta para que isso seja verificado.
Paulo Ricardo Silva Todeschini
Empresário, comunicador
paulo@cialiberdade.com.br
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