É
inegável a facilidade de operação
de uma urna eletrônica de votos. Basta
chegar ali, apertar os botões correspondentes
ao número do nosso candidato e pronto
a foto logo aparece. Clica no botão
verde e lá está nosso voto
pronto, computado e acabou. E se eu quiser
selecionar apenas o partido, mais simples
ainda. Clico apenas 2 botões, com
o número correspondente e ta lá,
computado para o partido que eu escolhi....
que bacana heim? Mas e se a coisa não
for bem assim? Se o número escolhido
por mim não for o que receberá
o voto? Como saberemos? Como é possível
isso em uma urna eletrônica? Isso
não acontece você poderá
estar dizendo aí caro leitor ou leitora.
Pois eu digo, afirmo e assino em baixo que
é bem possível. Minha área
de formação é processamento
de dados e portanto tive durante muitos
anos a atividade de programador e analista
de sistemas para computadores. A urna eletrônica,
nada mais é do que um microcomputador,
com uma programação específica,
aliás, uma programação
bem mixuruquinha que quiserem saber, muito
simples. Um número que indexa um
cadastro que é acessado para buscar
a foto. Isso é o que acontece para
aparecer a foto, mas e para computar os
dados. Bom, aí é mais simples
ainda, de posse do registro, pois o mesmo
foi acessado, a confirmação
do voto, é simplesmente contar mais
um em um acumuladora qualquer, tudo muito
simples. Mas e se o programa tiver algum
desvio de votos, ou seja, para cada 10 votos
para o partido X, repasse os próximos
10 para o partido Y. A cada X votos para
o candidato JJ, jogue para o candidato PPP.
Tudo isso é possível. Como
prevenir isso? É simples. Faça-se
uma auditoria séria na programação
para identificar se está isenta de
desvios. Um vez feito isso, transforma-se
este programa em linguagem de máquina
e coloca-se na máquina, antes mesmo
de se saber quem são os candidatos
e quais os seus número e lacra-se
as urnas, sem acesso nenhum a nada mais.
Cópia dos programas em mãos
dos juízes para não haver
instalações clandestinas após
a abertura das urnas, como se sabe muitas
dão problemas e é necessário
fazer alguns ajustes, momento muito oportuno
para se adulterar a programação.
Tecnologicamente, a urna eletrônica
é um avanço, nada mirabolante,
um avanço, uma facilidade, mas sim,
é falível, fácil de
adulterar e muito difícil de se verificar
se foi ou não adulterado após
instalado. De quem é a responsabilidade?
Do poder judiciário que neste caso
tem todo o mérito e em caso de adulteração
de programas, toda a culpa por isso também.
Esperamos que isso seja apenas uma crônica,
sem fundamento.... será????
Paulo
Ricardo Silva Todeschini
Empresário, comunicador
paulo@cialiberdade.com.br