:: URNA ELETRÔNICA UM AVANÇO FALÍVEL :: 04.07.2010

É inegável a facilidade de operação de uma urna eletrônica de votos. Basta chegar ali, apertar os botões correspondentes ao número do nosso candidato e pronto a foto logo aparece. Clica no botão verde e lá está nosso voto pronto, computado e acabou. E se eu quiser selecionar apenas o partido, mais simples ainda. Clico apenas 2 botões, com o número correspondente e ta lá, computado para o partido que eu escolhi.... que bacana heim? Mas e se a coisa não for bem assim? Se o número escolhido por mim não for o que receberá o voto? Como saberemos? Como é possível isso em uma urna eletrônica? Isso não acontece você poderá estar dizendo aí caro leitor ou leitora. Pois eu digo, afirmo e assino em baixo que é bem possível. Minha área de formação é processamento de dados e portanto tive durante muitos anos a atividade de programador e analista de sistemas para computadores. A urna eletrônica, nada mais é do que um microcomputador, com uma programação específica, aliás, uma programação bem mixuruquinha que quiserem saber, muito simples. Um número que indexa um cadastro que é acessado para buscar a foto. Isso é o que acontece para aparecer a foto, mas e para computar os dados. Bom, aí é mais simples ainda, de posse do registro, pois o mesmo foi acessado, a confirmação do voto, é simplesmente contar mais um em um acumuladora qualquer, tudo muito simples. Mas e se o programa tiver algum desvio de votos, ou seja, para cada 10 votos para o partido X, repasse os próximos 10 para o partido Y. A cada X votos para o candidato JJ, jogue para o candidato PPP. Tudo isso é possível. Como prevenir isso? É simples. Faça-se uma auditoria séria na programação para identificar se está isenta de desvios. Um vez feito isso, transforma-se este programa em linguagem de máquina e coloca-se na máquina, antes mesmo de se saber quem são os candidatos e quais os seus número e lacra-se as urnas, sem acesso nenhum a nada mais. Cópia dos programas em mãos dos juízes para não haver instalações clandestinas após a abertura das urnas, como se sabe muitas dão problemas e é necessário fazer alguns ajustes, momento muito oportuno para se adulterar a programação. Tecnologicamente, a urna eletrônica é um avanço, nada mirabolante, um avanço, uma facilidade, mas sim, é falível, fácil de adulterar e muito difícil de se verificar se foi ou não adulterado após instalado. De quem é a responsabilidade? Do poder judiciário que neste caso tem todo o mérito e em caso de adulteração de programas, toda a culpa por isso também. Esperamos que isso seja apenas uma crônica, sem fundamento.... será????

Paulo Ricardo Silva Todeschini

Empresário, comunicador
paulo@cialiberdade.com.br

 

 

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